TEXTO III

Julho 27, 2007

É sempre difícil dizer algo que não fira as susceptibilidades dos outros e mais ainda neste mundo virtual que cada vez é mais falso.


Os sítios de amizade são como cadernetas de cromos que se colecciona e raramente se conhecem as personagens, neste caso pessoas, sim são!

Mas todos procuramos algo…e uma das coisas é ser feliz, será tb que não estamos a ficar prisioneiros desse conceito de felicidade…cada vez mais parece-me tb uma imagem fabricada para se consumir, para nos consumir e não para nos libertar.


Onde está o amor próprio? Cada um o procura fora dele, mas ele apenas se encontra em primeira instância dentro de nós.


Sei lá, conhecer uma pessoa é tão difícil, o medo de nos mostrarmos aos outros como somos é tanto que nos isolamos e vivemos cada vez mais distantes…


Somos especiais, tu és especial…O que podemos fazer para inverter a insegurança e o consumismo,a depressão, o stress, a paranóia, só com amor próprio e aprendendo a pensar…

Só assim podemos ser livres para amar e ser amados.

  

Flávio Andrade

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TEXTO II

Julho 12, 2007

Hoje à noite dei comigo a falar sozinho na rua…numa avenida…
falei imenso sobre mim… a uma plateia imaginável…dissertei sobre a minha existência, sobre o tudo e sobre o nada… sobre a desilusão e a ilusão da vida perante a nossa consciência…perante a morte…o nascimento…da saudade…
sobre o mundo e sobre a ignorância…
sobre vento e luz…sobre as pessoas, sobre a miséria e a vida, a felicidade e a rebeldia,…falei…

Flávio Andrade


TEXTO I

Julho 12, 2007

Sei apenas que a vida é única, simplesmente, única e bela também. Sei também o quão é difícil vivê-la, o que quero, desejo, amo, adoro, está essencialmente dentro de mim, dentro de nós enquanto humanos. Ser feliz e amado sem medos.

O quanto difícil que é vivermos só connosco para toda a vida, mas essa é a verdade. Ninguém vive por nós, ninguém sente as nossas dores…podemos partilhar a nossas vida com alguém, mas ninguém a vive verdadeiramente por nós.

É verdade, sonho com a possibilidade de tudo ser diferente, que alguém me encontre e olhe e veja e eu a ela, sonho com a partilha de uma existência, com o amor sem medos, com o companheirismo na sua essência.

Com a loucura de amar, de ser feliz como nos filmes, sonho com a natureza humana, porque acredito no Homem.

Acredito na sua capacidade de ser feliz, num mundo em que grande parte das pessoas vivem sós, com medos, receios de serem elas próprias, fechados na sua incapacidade de se amarem a elas, de se apaixonarem por elas.

Sem tempo, sem solução. Sim apesar de tudo acredito, acredito em mim, em amar e ser amado de verdade, sei que não é fácil, mas acredito tenho fé em mim, em ti, em nós, no mundo, sem mesmo te conhecer ou aos outros.

Pensamos, sentimos existimos!
Numa sociedade que vive na sua essência da imagem, de estereótipos, de valores adulterados pela falta de partilha e de tempo, as pessoas desconhecem-se. Não têm tempo para pensar.

Temos tudo para não pensar apenas sentir…“compre, faça, use, vote, nós temos a solução para si, deixe connosco que nós lhe resolvemos o problema”, são tudo o que precisamos para não pensar e deixarmos-nos ficar cada vez mais na ignorância…

Flávio Andrade