Haikai(3)

Outubro 27, 2008

Mede a diferença do pássaro.
Resmunga ecos.
E escangalha o passo.

Flávio Andrade

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Renova

Outubro 27, 2008

Recrio, crio,
e mordo a língua da ignorância.
Só assim me coço de prazer.
Domestico-me, as papilas.
Fez voar pelo céu da tua boca, sensações ímpares.

Flávio Andrade


Haikai(2)

Outubro 27, 2008

A Ana é brisa.
Em mulher de sorrisos.
O bronze vibra.

Ela é seara.
Em sexo molhado.
Na noite um olhar.

Manteiga do sol.
Duro mexe a cor.
Falo em redor.

Marias direitas.
Saborosas traquinices.
Beijas as tetas.

Ai ai o vento cai.
Ui ui escurece.
O mar vai.

Deriva consoante.
Estratégia psi.
Passeio a dominante.

Flávio Andrade


Haikai(1)

Outubro 27, 2008

ku ku hai hai
kai kai
hai hai kai

haikai kai
haikai kai haiku
ku haikai hai

ok ku ko kai
hai hai
hai kai ok ku ku

Flávio Andrade


Desejo

Outubro 27, 2008

Queria pousar levemente o meu olhar no teu mar
deliciosamente cromático cheio de luz e sorrisos…
Repousar a saliva na doce sensação de um arrepio.
Sentir o gemido de um dedo ao palpitar a pele
e roçar as coxas nuas tuas nas minhas,
roçar…
apenas  suar…
voar…
e…por fim começar.

Flávio Andrade


Impensamenta

Outubro 27, 2008

Estou a sair do lógico,
e passar ao lado do absurdo.
A dizer adeus ao surrealismo,
comendo com o bigode da anarquia,
uma migalha de dadaísmo.

Flávio Andrade


Sumo

Outubro 23, 2008

Quero poder dizer-te, verticalidade biónica.

Flávio Andrade