Dezembro 31, 2011


Ano de N: nada, narcótico, natal…nha!

Dezembro 24, 2011

É assim, um ano de nada, drogado e teso. De natal endividado, empobrecido, injusto, roubado, mal amado. Quem diria um ano de nada, de voo sem euros, na misera carteira de esmolas. Sem revolta, a fome esfola o coração e amamenta os poderosos.

Num dia de paz católica ó familiar, o Zé esconde o estômago e palita a alma com compaixão. Tempestuosamente o infortuno é caranguejo da qualidade em vida que sobrevive, mesquinhamente acanhado pelo endividamento progressivo, sem luz nem fundo, o túnel é de total depressão e melancolia. Restam umas sobras no caixote do lixado país que sem norte se afundou.

Vendidos pelos ilusionistas do poder, cá andamos em trocadilhos infestados de mentiras. Vamos lá pois então, emagrecer e baixar a qualidade de vida no palheiro sem vacas, o pão escasseia e o dinheirinho esse mora em ricos carros, pensões vitalícias, mansões, contas chorudas e paraísos fiscais. Viva! Viva! Urra!

Os Deuses devem estar loucos, ou nem por isso, visto que se alimentam acima dos tocáveis  pobres e pagadores da fraude magicamente fabricada, que se deixam enganar por tradições e promessas vãs. Sem Estado de direito leva-se e lava-se tudo até as más línguas, imunes a sistemas jurídicos propagandam a liberdade, os valores e a ética, será?

Mitos, ritos e desdenhas, vamos lá pois então, ó malta!

Flávio Andrade