Selva

Junho 2, 2015

Rosna a insensatez,
pertinho do ouvido
surdo de asneiras.

Descalça em paladar
engravata-se em silêncio,
a decência na nudez.

Gritos nas folhas
penteiam a consciência,
embebida de falsidades.

Realmente em segundos
pedragulhos suaves,
picam o olfato.

Nada resta em si,
uma distração, luta
segura e firme.

O olhar, esgueira-se
na razão da terra,
fresca e madura, piso.

Quantificam-se os dedos,
fiascos de sentinelas,
passeiam em fuga.

Vou ali um pouco…
Flávio Andrade 2015