Maio 21, 2016

Sem-Título-201

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Declive

Maio 12, 2016

A noite aperta o frio
e os corpos contraem-se.
Há que deixar o amanhecer madrugar um sorriso quente.
Só assim a dor se dissipa numa cordilheira de espasmos.
Fixo o olhar e num esgar acordo.
O cobertor socorre-me várias vezes,
e um dedo liberta-se na montanha coberta
e renasce a coceira do lábio inferior…

Ela tem na mão a caixa onde guarda as emoções,
espelha-se um ruído de dentro,
no fundo a fechadura está perra,
mas a força contida na caixa é soberba
e quer-se libertar.
Imagens de paixão elevam-se na mente.
A energia é tal que por momentos                                                     sente-se um zumbido,
Ah! Grita!
É a magia da noite que revela mais um sonho acordado.

Flávio Andrade