LIVRO

I

– Estou na América Central. E tu?
– Por essas zonas das Caraíbas.
– Hum, pode ser que nos cruzemos por lá numa ilha qualquer.
– Como está a tua água?
– Quente, maravilhosa…
– Vem para aqui, está calmo o mar, delicioso.
– Uma espreguiçadeira dentro de água, uma água de coco ou algo bem fresquinho.
– Parece-me bem, aqui também não se está mal de todo, o mar está tranquilo, rebenta a onda fraca, à beirinha, com o cocktail bem fresquinho.
– Como fazemos vou eu ou vens tu? Perguntava eu.
Tu dizes sedutoramente:
– Está um por do sol maravilhoso e uma temperatura cá fora do melhor. Uma brisa leve…
– Pronto convenceste-me, vou para aí.
– Estou a ver-te, estou a acenar-te, vês? Grito.
– O pôr-do-sol tapa-me o horizonte, chega-te mais perto.
– Vês agora?
– Chega-te.
– Estou a 10 metros.
– Estou a ver.
– Será uma miragem?
– Não, sou eu.
– O teu corpo está envolto de ondas de calor, pareces uma miragem.
– Mas, sou real.
– Estou-te a ver, estás mais definido.
– Olá
– Senta-te.
– Olá.
– Desfruta deste belo momento.
– É um prazer vir tão longe para te conhecer.
– Toma estas lindas flores para que o teu jardim fique mais bonito.
– Gracias!
– Serve-te de uma bebida e junta-te a mim.
– Obrigado.
– De nada.
– Hum, está uma delícia. Digo.
– Tudo aqui está agora perfeito, posso começar a escrever o meu livro.
– Ai sim?
– E tu carinho, vais ser a minha musa.
– Gosto, é um bom começo! Exclamas.
– Vamos dar um mergulho e ver as profundezas do mar?
– Sim, vamos.
– Vamos, lá então.
– Está uma delícia!
– Óptima! Acho que não vou conseguir sair desta água de tão boa que está.
– É verdade, ficava aqui sempre.
– Tranquilidade é o que preciso, este mar está-me a dar tudo isto e a tua companhia também, é óptimo.
– Sim. És uma óptima companhia, está tudo perfeito.
– Estou apaixonado por isto tudo e ainda agora cheguei. Balbuciava eu em voz alta.
– Vive o momento, deixa-te levar. Dizias.
– Sim. Vamos nadar?
– Vamos, mas nas calmas, curtir o mar, com carinho, não me apertes muito.
– Sim, sou muito meigo e doce. Sente meus olhos repousam nos teus, minhas mãos sussurram pelo teu toque e a água morna cantar delicias mil em nossos corpos.
Tu sorris e eu afago o teu cabelo preto e macio com um beijo demorado.
– O Sol está prestes a esconder-se mas nem assim deixa de sorrir.
– Com isto tudo acho que estamos no fundo do mar, já nem consigo respirar estou ofegante, meu coração bate, não sei se me apetece vir ao de cima.
– Deixemo-nos levar, boiar até a praia, deitar na areia e repousar a ver o sol se esconder no horizonte. Dizias.
– É o inicio do meu livro e do nosso grande amor. Conclui.

II

Depois de tudo viramo-nos de costas um para o outro e fomos dormir passadas seis horas de amor pleno.
– O mar dá cabo de mim, os teus beijos deixam-me sem fôlego e os cocktails ao sol, dão-me moleza. Olha, vamos dormir? Dizias graciosamente.
– Ao pé de mim tu nunca dormes cedo, sabes isso, nem gostas.
– Sim, eu sei.
Adormecemos com o sol a tocar-nos ao de leve, abraçados.
Eu acordo, tu ainda dormitas e acordas-me com um sorriso e um carinho.
Belo acordar, vejo nos teus olhos, tu sorris. Dás-me um beijo. Sinto-o profundamente.
– Levas-me ao colo para o quarto ou vamos para dentro de água? Perguntavas-me.
– Vamos para o quarto. Respondo-te deixando deslizar meu braço envolvendo-te.
– É longe?
– Não, nos meus braços estás perto. Deito-te na cama e tu não me queres largar, eu beijo-te e digo-te que já volto, tu esperas calma, mas perguntas:
– Onde vais? Não vás, fica.
Regresso pouco depois com um tabuleiro. Tu sorris.
Trago o pequeno-almoço, frutas várias, frescas, leite, água de coco, pão fresco, queijo, compota de goiaba e uma flor que não sei o nome, que estava no jardim. Comemos e beijamo-nos intensamente. Sorrimos de prazer.
– Estou com preguiça, dizes-me com um olhar meigo. Eu olho para ti e faço-te carícias, tu adormeces. E eu também, o sono merecido.
Abraças-me, aconchegas-te, aninhas-te e beijas-me.
– Até logo dizes ao meu ouvido, eu sussurro, amo-te.
E adormeço nos teus braços.

III

Estava sol…os pássaros cantavam…era de manhã.
Pela janela entrava uns raios que brilhavam no teu rosto. Ainda dormias toquei-te ao de leve nas mãos. Levantei-me. Vesti os calções e espreitei o mar. Sentia-me feliz e apaixonado finalmente. Sorrio prolongadamente.
Saí e caminhei um pouco. Perto da água morna as gaivotas passeavam. Na areia uma criança a sorrir atirava-lhes migalhas de pão.

Senti-te quando tocaste-me ao de leve. Levantei-me quando saíste.
À janela vi-te partir. Sorri. Vi o teu sorriso a caminhar para longe de mim, sabia que voltarias, meu coração palpitou, sabia? Queria saber! Sabia que voltavas depois de espalhares o teu amor ao mundo. Espero-te à janela. Desejo ver o teu sorriso, de frente e de frente, vou sorrir à tua espera.

Um pequeno barco de pescadores aproximava-se. Um quadro da natureza. Sentei-me na areia fresca e desenhei-te, por momentos chorei de prazer era como se não fosse verdade estar ali, e ter vivido dois dias lindos.
Tu és fascinante, mas assustas-me, não é medo, é mais uma ansiedade de te perder.

Estou a janela por onde andas? Vem!…o coração salta. Não! Pára! Que estarás a sentir? Vem! O coração não pára, sim vem estou a janela.
Volto-me.
Onde está o teu sorriso? Não o vejo…estás de costas para mim. Agora não o consigo sentir. Estou à janela e espero? Espero-te. Voltas? O coração “pára”.
Respiro e estou a janela.

Um avião ruge no céu. Eu corro em direcção a casa, mas tropeço na areia e bato com a cabeça numa pedra. Desmaio.

Agora respiro…ofegante…onde estás? Quero sair daqui quero abraçar-te.
Beijar, mas onde? Algo me sufoca, não sei, as dúvidas começam, vens?
Quando? O tempo passa, onde estás? Estou à janela.

São quase 10 horas da manhã tinha saído pelas 8.36 minutos, o relógio estendia-se a meu lado. Acordo com um pescador a falar para mim: ” Usted bien? ” Lembro-me porque corria para teus braços e de repente senti que devia correr e saber de ti, mas o pescador insistia em me levar ao posto de saúde perto da praia, meu pensamento eras tu, tinha sentido tanta ansiedade com receio de te perder, porque ao correr teria escorregado e desmaiado? Que estarás a pensar?

Ai, dói-me, aperta-me o peito. Que sinto? Estou a janela, a brisa é leve, bate-me na cara como se me falasses, diz-me que queres de mim, brisa.
Quem? Onde estás? Ele volta. Responde-me quando? Estou a janela não saio daqui.

Fui ao posto médico era uma pequena casa amarela e verde, lá dentro um senhor já idoso de barbas com olhos grandes e um sorriso disse-me:
– Buena días Señor. Yo soy el Rodrigues. Olhei-o, mas eu não estava ali. Ele desinfectou-me o pequeno corte e colocou um adesivo. Eu só quero sair daqui correr rapidamente e abraçar-te. O pescador que me acompanhou, o Luís Sapa convidou-me para tomar uma bebida e para conhecer a sua família.

Brisa, não me falas? Toca-me, responde-me, o coração não pára de bater forte que se passa brisa? Conta-me, não tenho medo. Tu, não tenhas, conta-me. De repente a brisa pára. Não te sinto, onde estás, que me queres dizer, o que não me disseste, porque te foste, porque não me disseste, volta? Estou a janela, o coração bate normal, a brisa voltou e tocou-me. Fecho a janela espero-te.

Não podia negar a hospitalidade dos nativos da ilha, mesmo sentindo que queria estar contigo meu amor, talvez ainda estivesses a dormir ou inquieta com a minha ausência, mas sentei-me.
Serviu-me uma aguardente de papaia, senti o ácido na garganta e o gosto da fruta. Queria fugir. A mulher cumprimentou-me, linda morena, muito morena, olhos negros e um sorriso magnífico.

Sento-me, deito-me, espero? Não sei, espero, vou a janela, a brisa não está, quem me diz alguma coisa, preciso de sentir outra vez o teu sorriso, onde estás? Onde está? Fecho a janela sento-me, deito-me, espero? Espero.

Já passam das11 horas tenho que sair rapidamente dali. O Luís Sapa enrolou numa folha de bananeira um exemplar da sua caçada, um peixe-dourado com um olho cómico que me fez lembrar um o Pipo o peluche que a minha tia Rosa me oferecera ainda enquanto criança. O sol chamava-me pela porta entre aberta. Agradeci e despedi-me com a condição de lá voltar. O filho de 8 anos descalço saltava ao pé-coxinho.

Faço tudo, a dor não passa, volto a janela a brisa toca-me voltou, que me queres dizer, consegues diz-me, fico quieta ouço, sinto, mas onde estás? Vais voltar obrigado brisa, o coração pulou o sol raiou, a brisa bailou, queres saber volta que eu digo-te ao ouvido. Estou a janela.

Saio a correr com o pescado na mão e sinto-te, meus pensamentos és tu que estarias a pensar aproximo-me da cabana de colmo e madeira, o nosso ninho olhei para a janela estava aberta meu coração palpitou debrucei-me nela olhei em redor para dentro.

Estou a sorrir não te vi, vejo o sorriso onde estás? Estou a sentir o meu coração, ainda palpita, estou a suar, brisa diz-me, mostra-me.

Deixo cair o peixe no chão de terra batida, o sol está à minha frente.
Entro em casa.

Procuro-te com o olhar e grito:
– Joana? Onde estás princesa dos meus olhos, onde estás?

Estou à janela a brisa volta. O meu sorriso, sente-o demora muito, quero-o traz-mo de volta.
Onde estás não te vejo nem me atentas em responder, foste-te?
Sofro a espera. Senti que eras o meu amor mas que faço? Espero.

De repente olhei e estou na cabana errada não é esta cama nem as flores que te dei no dia que nos conhecemos, nada.

Misturam-se os sentimentos, o bater do coração alterou-se. Movimentos rápidos, lentos, param, estaria a sonhar, a ter um sonho mau? Estou à janela, mas que se passa brisa preciso não aguento mais. o coração salta-me quero gritar ao vento, traz-mo de volta, o meu, o teu sorriso quero-te preciso como posso dizer-te o quanto te amo. Estou a janela.

Ando por aqui meio à deriva, será que estarei noutra ilha? Corro de um lado para o outro, só faltam duas cabanas, mas não pode ser, não é nenhuma daquelas, estarei a delirar? Onde estás meu amor lindo, minha musa, minha fada do amor?

Amo, Amo, Amo! Não consigo falar, não estás aqui para te dizer o quanto te amo, amo, só a ti direi. Estou a janela.

Caminho agora estugando o passo só falta uma, aproximo-me, o sol bate-me nos olhos, deve ser meio-dia.

Que vontade de ti, só tu me sacias. Só tu me ouves. Para onde? Só para os teus braços.

Perto duas mulheres com trajes coloridos e de cesta com frutas na cabeça passam e sorriem.

Dúvidas e mais dúvidas vontade de tudo e de nada. Eu transpirava.
Certezas? Voltas? Estou a janela.

Não sei o que pensar e se não for aquele o ninho de tantos carinhos trocados? Estou muito perto quando um vento forte e uma chuva tropical atacam fortemente.

A vontade de te ter, é deveras grande, algo em mim mudou, o coração?.

A chuva trespassa-me olho ao longe, onde a minha visão alcança.

A brisa abana-me bate-me como quem acorda e vi ao longe o céu negro onde está o sol? Ilumina-me, sai desta escuridão…vejo-te?

Estou na parte de trás da cabana, dou a volta aproximo-me da janela, a chuva cai ruidosamente e sinto os pingos na alma, espreito e um sorriso espera-me.

Que me diz o negro do céu? E tu brisa, que fazes, com teus olhos negros grandes, só me bates, que me queres dizer?
Olha sai quero ver lá ali não consigo ver alguém corre? És tu? És tu?
Entro.
– És tu!

– Meu amor meu doce prazer que saudade!

Não consigo sorrir. Não consigo chorar.
Tu olhas-me, tocas-me, eu choro.
A brisa bate-me.
O meu coração ainda está parado, desmaio nos teus braços, abraço-te.
– Ama-me!

– Sim, amo-te.

Voltei a nascer, voltei a sorrir, voltei a amar!

IV

– Deixa-me olhar-te, ver-te, falar-te, ouvir a tua voz, gosto do que sinto.
– És bonita. Confio.
– Sim, também quero ver-te, olhar-te, ouvir-te, cheirar-te, estar perto.
– Será a descoberta.
– Sim.
– Ai.
Está calor é o teu corpo, a tua boca.
Minha boca na tua, meu corpo no teu, e trocarmos mil carícias.
Sinto-te, escaldas.
Beijo-te doidamente.
A minha temperatura sobe.
As minhas mãos percorrem teu corpo.
Não me sinto, só para sentir-te.
Meus lábios sente-os, na minha língua, na tua, chupo-a, aperto-te.
Meu corpo adormeceu e é todo teu.
Contra mim os meus dedos acariciam a tua nuca.
Não quero sentir, mais nada o mundo parou.
Percorro as tuas costas.
O coração salta, quero mais, dá-me tudo.
Arrepias-te de prazer.
– Ama-me sem fôlego o amanhã não existe.
– Sim.
Deita-me, cobre-me, ama-me, quero sentir-te apenas agora, sem tempo.
Sente o calor aumenta por dentro, chamo-te quero-te, sinto-te, é bom.
Respondo com carícias, as tuas mãos apertas-me, meus olhos, nos teus.
Teu corpo cobre o meu está dentro do meu, tuas pernas nas minhas.
Sinto-me no teu corpo, tu beijas-me ofegantemente, desejo-te!
– Sou teu!
– Quero mais, sou tua.
– Eu também
Minha língua percorre teu corpo passo a passo.
– Entra dentro de mim!
Apenas toco-te ao de leve tu tremes.
Meu corpo arde, a vontade possui-me. Ama-me!
Sinto teu sabor, tenho-te na minha boca.
– Que me fazes?
Meu corpo chama por ti.
Saboreio-te.
– Que me fazes?
Tu deliras.
A loucura invade-me, não aguento.
Tocas no meu sexo.
As forças fogem-me, que desejo louco de te sentir.
Eu continuo.
– Porque me fazes sofrer?
Tu gemes de prazer.
Sofro de prazer de te ter dentro de mim
Peço-te, imploro-te que me ames.
Eu masturbo-te.
Quando me tocas sofro de prazer as tuas mãos, que bom.
A minha língua, continua em ti.
A tua boca beija-me estou aqui para ti, sou toda tua meu corpo é teu.
Estamos molhados, vibramos.
Escorrego pelo teu corpo.
A minha pele transpira de desejo contra a tua, beijas-me.
O meu corpo ta encharcado de prazer que me fazes?
Tu imploras que me meta dentro de ti.
– Quero-te AMAR!
Eu sorriu e faço-te ter mais um orgasmo na minha boca, tu gemes sou teu.
Sim, entro dentro de ti suavemente,
– Não.
Tu gemes.
– Não te deixo, quero, mas quero-te agora só para mim com a minha língua.
– Sim e tens-me
O teu corpo rende-se.
– Sim
Os meus beijos, deliras, começo a descer.
Eu gemo de prazer.
Passo a língua molhada, ávidos de prazer, gemo de prazer.
Eu entro e saio.
Beijo-te.
Chego onde queres.
Tu deliras.
Beijo-te com a boca molhada, molho-te.
Ai como estamos doidos e eu sorrio.
Vibras.
Somos um só.
– Não pares! AMA-ME, AMO-TE!
Nossos corpos vibram, amo-te, sim loucamente.
Loucos de prazer.
Não paramos.
Sinto-te dentro de mim, ai que bom.
Eu saio.
Movemo-nos.
E entro.
Tu agarras nas minhas coxas.
Estamos loucos de prazer, olho-te nos olhos, estou em cima de ti. Paramos para nos sentirmos devagar.
Que bom, retomamos os movimentos loucos.
– Sentes-me a pulsar dentro de ti?
– Quero mais um orgasmo, seguido de outro. Fazes-me ficar louca!
– E tu a mim.
– Eu quero mais e mais dás-me todo o prazer.
Viro-te.
– Sim, todo o prazer que desejas.
Tu pedes mais.
Gosto.
Brinco e tu sorris.
O tempo passa.
Aquele sorriso que fazes tão bem. Os nossos corpos comunicam.
As horas passam.
Sem palavras percebemos o quanto queremos mais.
Continuamos, no olhar vemos o desejo o prazer que os nossos corpos tem.
Beijo-te mais.
Sinto-te.
Sinto que aguento muito tempo a dar-te prazer, tu agradeces gemendo, isso excita-me.
Teu corpo continua forte.
Tens mais um orgasmo.
– Abraça-me, possui-me.
Tocas-me.
– Deixas-me louca que me fazes?
– Meu sexo está duro, sente-lo?
– Sinto.
– Meu corpo chama-te meu corpo quer-te. Que me fazes?
– Sou teu sabes isso.
– Estou aqui, não existe muros sou toda tua somos apenas nós dois.
– Ama-me!
– Amo-te
Suspiro, gemo, grito, só tu ouves e respondes com o teu corpo.
– Com um abraço dizes tudo, AMO-TE!
– Saio, tu agarras-me, eu entro.
– Mais, peço-te.
– Eu dou-te tudo, sou todo teu.
– Quero!
– Toma.
– Envolve-me.
– Faz de mim o que quiseres.
– Que me fazes?
Silêncio. Só se ouve o bater dos corpos.
– Sinto-me, sinto-te.
– Sim, sinto-te.
Estamos em transe.
– Estou louca de desejo por ti.
– Estamos.
– Sentes-me em ti?
– Sinto.
Não quero parar.
Não quero deixar de sentir.
– Ai é tão bom.
Mordes-me, eu gemo, volto-te de costas, seguro teus seios, tu apertas-me e tocas-me.
– Beija-me, beija-me, beija-me, ai que loucura.
– Beijo-te.
– Não pares.
– Tu sabes como adoro beijar.
– Não aguento.
– Sim tem, tem.
– Vou ter!
– Ai, ui, ahhh!!!
– Não pares, não pares,
– Como me excitas só de te sentir ter.
– Quero te tanto.
– Como adoro dar-te prazer. Ai, não quero ter já!
– Não pares, peço-te.
Quero continuar a dar-te mais e mais prazer.
– Aiiiiiiiiiiii.
– Sim tem-me, sou teu.
Choro, riu, bato-te, abraço-te, dor, prazer.
– Ai, aiiiiiiiiiiiiiiiii! Que bom!
Tu sorris, eu continuo, tu olhas-me.
– Quero-te dar o mesmo prazer.
– Eu estou a tê-lo.
– Quero que tenhas um orgasmo louco.
– Só de ver-te ter prazer, basta-me.
– Que bom que me fazes?
– Vou ter.
– Que loucura.
– Sente-me, sente-me.
– Ai. Ahhh!
– Sou teu todo.
– Sinto-te.
– Sente-me.
– Estou aqui.
– Sente-me duro dentro de ti.
– Meu corpo é teu.
– Amo-te.
– Quero-te.
– Desejo-te.
– Adoro-te.
Tu agarras-me não me deixas parar eu grito e gemo.
Meu corpo fala, minha boca beija-te ofegantemente. Estou quase, não te quero largar, não te quero deixar. Quero sentir, sinto-te mais duro dentro de mim. Ai, estás doido, os movimentos estão sincronizados.
Tocas-me com as mãos.
Estamos loucos de amor.
Acaricias-me.
Beijo-te.
Estou cheio de desejo de ti. Não quero ter, mas tu não me deixas parar.
– Quero.
– Sim.
– Não pares.
– Estou prestes a explodir ai.
– Agora! Os dois ao mesmo tempo, não pares!
– Vou gritar.
– Não pares
– Ahhhhhhhh!
Que bom, choro, sorrio.
– Eu sorrio.
Bato-te, abraço-te.
– Que bom.
– Muito bom.

(continua)

Flávio Andrade

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6 Responses to LIVRO

  1. Ariane diz:

    Porque paraste???
    bjs

  2. FM diz:

    Quero mais…. continua por favor
    Bjs

  3. Silvia diz:

    Profundo! Adoro ler-te…fico à espera da continuação. Beijo…

  4. awf diz:

    Adoro ler-te… ter-te inteiro em minhas pupilas… segue!

  5. alexandra diz:

    Simplesmente “FANTASTICO
    beijo em ti a sorrir…..

  6. Carla diz:

    Não há muito a dizer… LINDO!!!!

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